Formações

OBJETOS LITÚRGICOS

AMBULA, CIBÓRIO OU PÍXIDE: É um vaso sagrado parecido com o calice, porém contém algumas diferenças. Sua copa é mais larga e fechada com uma tampinha acimada de cruzinha. Como o calice, sua copa deve ser de ouro ou de prata dourada em seu interior. É usado para a conservação das Sagradas Resarvas Eucarísticas para a ocasião  da comunhão dos fieis no santo sacrificio da missa.
ALFAIAS: Designam todos os objetos utilizados no culto, como por exemplo, os paramentos litúrgicos.
ALTAR: Mesa onde se realiza a ceia Eucarística; ela representa o próprio Jesus na Liturgia.
AMBÃO OU MESA DA PALAVRA: Estante onde é proclamada a palavra de Deus.
ANDOR: Suporte de madeira, enfeitado com flores. Utilizados para levar os santos nas procissões.
BACIA E JARRA: A bacia serve para consentrar a água usada pelo sacerdote após ter lavado suas mãos no rito do lavabo. A jarra contém a água necessária para o rito. Lembra - nos da santidade e pureza com que se deve oferecer o augusto mistério, segundo exprimem o salmo xxv : " Lavo minhas mãos em sinal de inocência, para andar em torno de Teu altar ó Senhor."   ( Sal XXV - VI )
BÁCULO: Bastão utilizado pelos bispos. Significa que ele está em lugar do Cristo Pastor.
BATISTÉRIO: O mesmo que pia batismal. É onde acontecem os batizados.
BURSA: Bolsa quadrangular para colocar o corporal.
CÁLICE: Taça onde se coloca o vinho que vai ser consagrado
CAMDELABRO: Grande castiçal, com várias ramificações, a cada uma das quais corresponde um foco de luz.
CASTIÇAIS: Suportes para as velas.
CADEIRA DO CELEBRANTE: Cadeira no centro do presbitério que manifesta a função de presidir o culto.
CALDEIRINHA E ASPERSÓRIO: A caldeirinha é um pequeno vaso portatil, usado para se colocar a água benta para a aspersão. Já o aspersório é uma pequena haste com o qual o sacerdote  aspérge a assembléia ou objetos. Na  sagrada liturgia são inseparáveis.
CÍRIO PASCAL: Uma vela grande onde se pode ler ALFA e ÔMEGA (Cristo: começo e fim) e o ano em curso. Tem grãos de incenso que representam as cinco chagas de Cristo. Usado na Vigília Pascal, durante o Tempo Pascal, e durante o ano nos batizados. Simboliza o Cristo, luz do mundo.
COLHERINHA: Usada para colocar a gota de água no vinho e para colocar o incenso no turíbulo.
CONOPEU: Cortina colocada na frente do sacrário.
CORPORAL: Pano quadrangular que o padre desdobra sobre o altar; sobre ele é colocado o cálice, a patena e a âmbula para a consagração.
CUSTÓDIA OU LUNETA: Objeto em forma de meia-lua utilizado para fixar a hóstia grande dentro do ostensório.
CREDÊNCIA: Mesinha ao lado do altar, utilizada para colocar os objetos do culto.
CRUCIFIXO: Fica sobre o altar ou acima dele, lembra a Ceia do Senhor é inseparável do seu Sacrifício Redentor.
CRUZ PROCESSIONAL: Cruz com um cabo maior utilizada nas procissões.
CRUZ PEITORAL: Crucifixo dos bispos.
ESTRANTE: Serve para acomodar o Missal; é colocado sobre o Altar para que o sacerdote acompanhe os ritos das celebrações liturgicas.
EVANGELIÁRIO: É o livro que contém os texto do evangelho para as celebrações dominicais e para as grandes solenidades.

GALHETAS: Recipientes de vidro onde se coloca a água e o vinho para serem usados na Celebração Eucarística. Ficam no pratinho.

GENUFLEXÓRIO: Faz parte dos bancos da Igreja. Sua única finalidade é ajudar o povo na hora de ajoelhar-se.
HÓSTIA: Pão Eucarístico. A palavra significa "vítima que será" sacrificada. A hóstia magna, maior, é destinada à comunhão do sacerdote. A menor, chamada partícula é destinada a comunhão dos fiéis.
INCENSO: Resina de aroma suave. Produz uma fumaça que sobe aos céus, simbolizando as nossas preces e orações à Deus.
LAMPARINA: É a lâmpada do Santíssimo.
LAVATÓRIO: Pia da Sacristia. Nela há toalha e sabonete para que o sacerdote possa lavar as mãos antes e depois da celebração.
LECIONÁRIOS: Livros que contém as leituras da Missa. Lecionário Semanal, contém as leituras dos dias de semana, a primeira leitura e o salmo responsorial estão classificados por ano par e ímpar, o evangelho é sempre o mesmo para os dois anos.Lecionário santoral, contém as leituras para as celebrações dos santos, nele também constam as leituras para uso na administração de sacramentos e para diversas circunstâncias. Lecionário dominical  contém as leituras do Domingo e de algumas solenidades e festas.
LIVROS LITÚRGICOS: Todos os livros que auxiliam na liturgia: lecionário, missal, rituais, pontifical, gradual, antifonal.
MANUSTÉRGIO: Toalha com que o sacerdote purifica as mãos, no rito do lavabo, após ter apresentado e insensado as substâncias liturgicas, pão e vinho, para o santo sacrificio da missa.
MATRACA: Instrumento de madeira firmado por tabuinhas movediças que produz um barulho surdo. Substitui os sinos durante a semana santa.
MISSAL: Livro Litúrgico que contém todo o formulário e todas as orações usadas nas celebrações da missa para todo o ano litúrgico.
NAVETA: Objeto utilizado para se colocar o incenso, antes de queimá-lo no turíbulo.
OSTENSÓRIO ou CUSTÓDIA: É um objeto de ourivesaria destinado a expor o Santissimo Sacramento à adoração dos fieis ou para levá-lo em procissão. De grande dimensão e magnificência; é uma espécie de sol  de ouro, cercado de raios em cujo o centro esta em toda Sua glória e majestade  o Santíssimo Senhor Jesus.
PALA: Panosinho sagrado, fixo sobre o papelão, servindo para cobrir o calice durante o santo sacrifício da missa.
PALIUM: Cobertura com franja, apoiada em quatro varas, que cobre o ministro que leva o ostensório com a hóstia consagrada.
PATENA: Prato onde são colocadas as hóstias para a consagração.
PRATINHO: Recipiente que sustenta as galhetas.
PRESBITÉRIO: Espaço reservado ao sacerdote e aos ministros do altar , fica ao redor do altar, geralmente um pouco mais elevado, onde se realizam os sacramentos da santa igreja de Cristo Deus.
RELICÁRIO: Onde são guardadas as relíquias dos santos.
RITUAIS: É o livro utilizado para orientar os sacerdotes nos rituais de celebração dos sacramentos (batismo, crisma, penitência, unção dos enfermos, ordem e matrimônio).
SACRÁRIO OU TABERNÁCULO: È uma espécie de armário, colocado no altar, no qual se conservam as âmbulas com o  Santissimo Corpo de Nosso Deus Sacramentado. Coberto com seu devido conopéu.
SANGUÍNEO, SANGUINHO OU PURIFICATÓRIO: Pequeno pano de forma retangular utilizado para o celebrante enxugar a boca, os dedos e o interior do cálice, após a consagração.
SANTA RESERVA: Eucaristia guardada no sacrário.
SINETA: Conjunto de sinos em um mesmo objeto, utilizado nas celebrações para marcar momentos importantes da missa, principalmente aquele correspondente à consagração do pão e do vinho, que se transformam no corpo e sangue de Jesus.
TECA: Pequeno recipiente onde se leva a comunhão para pessoas impossibilitadas de ir à Missa.
TURÍBULO: É um vaso de metal suspenso de correntes delgadas empregadas para se queimar e oferecer incenso nas celebrações liturgicas.
VÉU DA AMBULA: Capinha de seda branca que cobre a âmbula quando esta contém a hóstia consagrada. É sinal de respeito para com a Eucaristia.
VÉU DO CÁLICE: Pano utilizado para cobrir o cálice.                                  
PARAMENTOS LITÚRGICOS

ALVA: É uma tunica de linho ampla, caindo sobre os calcanhares como a batina e adornada com bordados mais ou menos ricos. Essa parte do vestuário é simbolo da "inocência".

AMITO: É um pano quadrado, servindo para cobrir o pescoço e os ombros. O amicto é uma proteção e simboliza o "capacete da salvação".

BATINA OU HÁBITO: Veste talar dos abades, padres e religiosos, cujo uso diário é aconselhado pelo Vaticano. Alguns sacerdotes fazem o uso do Clerical como meio de identificação,  sendo esta uma peça única de vestuário, ou seja, um colarinho circular  que envolve o pescoço  com uma pequena faixa  branca central.

 CASULA: É a  último paramento que o sacerdote usa,  por cima de todas as outras. Tem, geralmente, atrás,  uma grande Cruz ou o simbolo IHS. Casula, em latim, significa "pequena casa".  Recorda a túnica inconsútil de Nosso Senhor, tecida, segundo a tradição, por Nossa Senhora. No Calvário,  os soldados  não  quiseram retalhá-la, mas sortearam-na entre si.  Simboliza o "suave jugo da Lei de Deus" que devemos levar, e que  se torna  leve  para as almas generosas.  Ao vesti-la, o sacerdote reza: "Ó  Senhor, que dissestes: ' o meu jugo  é suave  e o meu fardo é leve' (Mt 11, 30); fazei que eu possa levar a minha cruz de tal modo que possa merecer a vossa  graça".

CAPA OU PLUVIAL: Capa longa, que o sacerdote usa ao dar a bênção do Santíssimo Sacramento ou ao conduzí-lo nas procissões eucaristicas.

CÍNGULO: É  um cordão  branco ou da cor dos  paramentos, com que o sacerdote se cinge  à cintura. Os antigos o usavam para maior comodidade,  a  fim de que a alva, comprida,  não os estorvasse nos trabalhos  ou nas longas  caminhadas. Recorda as cordas  com que  Jesus  foi atado pelos  algozes. Ao cingir-se  com o cíngulo, o sacerdote reza:  "Cingi-me, Senhor, com o cíngulo da pureza e  extingui em meu coração o fogo da concupiscência, para que floresça em meu  coração a virtude da caridade".  É sinal de castidade.

ESTOLA: A estola ( do latim stola, vestuário ). Desde o século IV, tornou-se  adorno que se põe nos ombros, caindo na frente, em duas partes semelhantes. A estola é feita do mesmo tecido da casula

MITRA: Espécie de chapéu alto com duas pontas na parte superior e duas tiras da mesma tela que caem sobre os ombros, utilizada pelo bispo.

OPA: Roupa usada pelos ministros extraordinários da eucaristia.

SOLIDÉU: Peça de tela em forma arredondada e côncava que cobre a coroa da cabeça do bispo.

TÚNICA: O mesmo que alva, com uma diferença, tem o colar mais apertado, conforme o pescoço do ministro.

VÉU UMERAL OU VÉU DE OMBRO: Manto retangular, de cor dourada, usado pelo sacerdote na bênção solene do Santíssimo Sacramento. Usada sobre a capa.


                    CORES LITÚRGICAS

BRANCO : É a cor da ressurreição, da alegria do tempo  Pascal e do nascimento, das festas do Senhor, de Maria e dos Santos não martirizados.

VERMELHO : É a cor da Paixão da Sexta-Feira Santa, do fogo do amor de Pentecostes, das festas dos Mártires...que “alvejaram as vestes no sangue do cordeiro”(Ap.7,14).

VERDE : Usa-se no Tempo Comum. Com o verde, caminhamos na esperança de nossa plena comunhão com Deus.

ROXO - Simboliza a penitência. Usa-se no Tempo do Advento, da Quaresma e em funerais. No Advento: convoca a preparação da vinda do senhor, na Quaresma: mudança de vida e nos funerais: nos faz pensar na fragilidade da vida (Exéquias).

ROSA - Simboliza também a alegria. Pode ser usado no 3º Domingo do Advento, chamado "Guaudetie", e no 4º Domingo da Quaresma, chamado aqui "Laetairae", ambos domingos da alegria.

                  
GESTOS CORPORAIS

AS MÃOS JUNTAS: Significam recolhimento interior, busca de Deus, fé súplica, confiança e entrega da vida.

SENTADOS: Durante o tempo que se permanece sentado as mãos dos acólitos devem estar sempre sobre o colo e com o tronco bem reto. Esta posição simboliza escuta, diálogo, de quem medita e reflete. Na liturgia, esta posição cabe principalmente ao se ouvir as leituras (salvo a leitura do Evangelho), na hora da homilia e quando a pessoa está concentrada, meditando.

A VÊNIA: É uma inclinação. Feita sempre diante do sacrário e de autoridades eclesiásticas. É uma demonstração de respeito, reverência. Faz-se a vênia também durante alguns momentos da celebração da Santa Missa quando se é proclamado o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, da Virgem Maria, do Espírito Santo ou da Santíssima Trindade e após a Proclamação do Evangelho, quando se é erguida a Palavra.

A GENUFLEXÃO: Faz-se dobrando o joelho direito até o solo. Significa adoração. Feita sempre diante do Santíssimo Sacramento. Deve ser feita também ao entrar na igreja.

PROSTAÇÃO: Significa estender-se no chão; expressa profundo sentimento de indignidade, humildade, e também de súplica. Gesto previsto na Sexta-feira santa, no início da celebração da Paixão. Também os que vão ser ordenados diáconos e presbíteros se prostram.

DE JOELHOS: De início,  o cristão ajoelhava-se somente nas orações particulares.  Depois toda a comunidade passou a ajoelhar-se em tempo de penitência. Agora essa posição é comum diante do Santíssimo Sacramento e durante a consagração do pão e do vinho. Significa adoração a Deus.

DE PÉ: É a posição do Cristo Ressuscitado, atitude de quem está pronto para obedecer, pronto para partir. Demonstra prontidão para por em prática os ensinamentos de Jesus.

BATER NO PEITO: é expressão de dor e arrependimento dos pecados. Este gesto ocorre na oração Confesso a Deus todo poderoso...

SILÊNCIO: atitude indispensável nas celebrações litúrgicas. Indica respeito, atenção, meditação, desejo de ouvir e aprofundar a palavra de Deus. Na celebração eucarística, se prevê um instante de silêncio no ato penitencial e após o convite à oração inicial, após uma leitura ou após a homilia. Depois da comunhão, todos são convidados a observar o silêncio sagrado.

CAMINHAR EM PROCISSÃO: é atitude de quem não tem moradia fixa neste mundo, não se acomoda, mas se sente peregrino e caminha na direção dos irmãos e irmãs, principalmente mais empobrecidos e marginalizados. Existem algumas procissões que se realizam fora da Igreja, por exemplo, na solenidade de Corpus Christi e no Domingo de Ramos, na festa do padroeiro e outras pequenas procissões que se fazem no interior da igreja: a procissão de entrada, a das ofertas e a da comunhão. A procissão do Evangelho é muito significativa e se usa geralmente nas celebrações mais solenes.


SÍMBOLOS LITÚRGICOS

ALFA E ÔMEGA: Primeira e última letra do alfabeto grego. No Cristianismo aplicam-se a Cristo, princípio e fim de todas as coisas.

IHS: Iniciais das palavras latinas Iesus Hominum Salvator, que significam: Jesus Salvador dos homens. Empregam-se sempre em paramentos litúrgicos, em portas de sacrário e nas hóstias. No Final da Idade média, IHS se converteu em um símbolo, assim como o chi-rho durante o período constantino. IHS se converteu em característica iconográfica adaptada por São Vicente Ferrer e por São Bernardino de Siena, Santo missionário, que ao final de seus sermões acostumava exibir devotamente este monograma em sua audiência.
INRI: São as iniciais das palavras latinas Iesus Nazarenus Rex Iudaerum, que querem dizer: Jesus Nazareno Rei dos Judeus, mandadas colocar por Pilatos na crucifixão de Jesus.
TRIANGULO: Com seus três ângulos iguais (equilátero), o triângulo simboliza a Santíssima Trindade. É um símbolo não muito conhecido.

XP: Estas letras, do alfabeto grego, correspondem em português a C e R. Unidas, formam as iniciais da palavra CRISTÓS (Cristo). Esta significação simbólica é, porém, ignorada por muitos.

SÍMBOLOS LITÚRGICOS LIGADOS A NATUREZA

A ÁGUA: A água simboliza a vida (remete-nos sobretudo ao nosso batismo, onde renascemos para uma vida nova). Pode simbolizar também a morte (enquanto por ela morremos para o pecado). Ela supõe e cria o banho lustral, de purificação, como nos ritos do Batismo, do "lavabo"  e do "asperges", este em sentido duplo: na missa, como rito penitencial, e na Vigília do Sábado Santo, como memória pascal de nosso Batismo.
O FOGO: O fogo ora queima, ora aquece, ora brilha, ora purifica. Está presente na liturgia da Vigília Pascal do Sábado Santo e nas incensações, como as brasas nos turíbulos. O fogo pode multiplicar-se indefinidamente. Daí, sua forte expressão simbólica. É símbolo sobretudo da ação do Espírito Santo e do próprio Deus, como fogo devorador.
A LUZ: A luz brilha, em oposição às trevas, e mesmo no plano natural é necessária à vida, como a luz do sol. Ela mostra o caminho ao peregrino errante. A luz produz harmonia e projeta a paz. Como o fogo, pode multiplicar-se indefinidamente. Uma pequenina chama pode estender-se a um número infinito de chamas e destruir, assim, a mais espessa nuvem de trevas. É o símbolo mais expressivo do Cristo Vivo, como no Círio Pascal. A luz e, pois, a expressão mais viva da ressurreição.
O PÃO E O VINHO: Símbolos do alimento humano. Trigo moído e uva espremida, sinais do sacrifício da natureza, em favor dos homens. Elementos tomados por Cristo para significarem o seu próprio sacrifício redentor.

O ÓLEO: Temos na liturgia os óleos dos Catecúmenos, do Crisma e dos Enfermos, usados liturgicamente nos sacramentos do Batismo, da Crisma e da Unção dos Enfermos. Nos três sacramentos, trata-se do gesto litúrgico da unção. Aqui vemos que o objeto além de ele próprio ser um símbolo, faz nascer uma ação, isto é, o gesto simbólico de ungir. A unção com o óleo atravessa toda a história do Antigo Testamento, na consagração de reis, profetas e sacerdotes, e culmina no Novo Testamento, com a unção misteriosa de Cristo, o verdadeiro Ungido de Deus (Cf. Is 61,1; Lc 4,18). A palavra Cristo significa, pois, ungido. No caso, o Ungido, por excelência.
 AS CINZAS: As cinzas, principalmente na celebração da Quarta-Feira de Cinzas, são para nós sinal de penitência, de humildade e de reconhecimento de nossa natureza mortal. Mas estas mesmas cinzas estão intimamente ligadas ao Mistério Pascal. Não nos esqueçamos de que elas são fruto das palmas do Domingo de Ramos do ano anterior, geralmente queimada na Quaresma, para o rito quaresmal das cinzas.

O ESPAÇO DA CELEBRAÇÃO
ALTAR: mesa fixa ou móvel destinada á celebração eucarística.

AMBÃO OU MESA DA PALAVRA: estante de onde proclama a palavra de Deus.

PIA BATISMAL: lugar reservado para a celebração do batismo.

CREDÊNCIA: mesinha onde se colocam os objetos litúrgicos que serão utilizados na celebração.

NAVE DA IGREJA: espaço reservado para os fiéis.

PRESBITÉRIO: espaço ao redor do altar, geralmente um pouco elevado, onde se realizam os ritos sagrados.
                                            
SACRISTIA: sala anexa á igreja onde se guardam as vestes dos ministros e os objetos destinados às celebrações; também o lugar onde os ministros se paramentam.


A SANTA MISSA

Na Missa ou Ceia do Senhor, o povo de Deus é convocado e reunido, sob a presidência do sacerdote que representa a pessoa de Cristo, para celebrar a memória do Senhor ou sacrifício eucarístico. Por isso, a esta reunião local da santa Igreja aplica-se, de modo eminente, a promessa de Cristo: "Onde dois ou três estão reunidos no meu nome, eu estou no meio deles" (Mt 18, 20). Pois, na celebração da Missa, em que se perpetua o sacrifício da cruz, Cristo está realmente presente tanto na assembléia reunida em seu nome, como na pessoa do ministro, na sua palavra, e também, de modo substancial e permanente, sob as espécies eucarísticas.

RITOS INICIAIS

PROCIÇÃO E CANTO DE ENTRADA: O canto deve expressar a alegria de quem vai participar da Eucaristia. De preferência se faz à procissão pelo corredor central da igreja. Os coroinhas vão à frente do presidente da celebração. Quando se utiliza o insenso o padre insensa o altar.

SAUDAÇÃO: O presidente da celebração começa fazendo o sinal-da-cruz, pronunciando (ou cantando) as palavras Em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Significa que todos estão ali reunidos em nome da Santíssima Trindade.

ATO PENITENCIAL: Os membros da assembléia, pelo ato penitencial, expressam sua franqueza, fazem um ato de humildade e invocam o perdão e a ajuda de Deus, a fim de poder ouvir com maior proveito sua Palavra e comungar mais dignamente o Corpo e Sangue de Cristo. Durante o ato penitencial pode haver aspersão em recordação do batismo.

GLÓRIA: O Glória é um hino antiqüíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro. É um cântico transbordante de alegria, confiança, humildade, e que dá ao inicio da Eucaristia um tom de festividade: o olhar da comunidade está posto na glória de Deus. Por isso, para ser cantado deve-se respeitar seu conteúdo original, ou seja, o aspecto trinitário. É cantado ou recitado em todas as celebrações exceto no tempo do Advento e da Quaresma.

ORAÇÃO DO DIA: O sacerdote diz a oração que se costuma chamar "coleta", pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo e por uma conclusão trinitária, “Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo”.

LITURGIA DA PALAVRA
AS LEITURAS: As leituras previstas para a celebração dominical são três, mais o salmo responsorial. A leitura do Evangelho constitui o ponto culminante da Liturgia da Palavra, por isso sua proclamação é cercada de gestos de apreço, como a aclamação, e nas celebrações solenes, a procissão com o evangeliário, o uso de tochas e o incenso. A primeira leitura é uma passagem tirada do Antigo Testamento, o salmo responsorial é um canto que nos ajuda a entender melhor a mensagem da primeira leitura, já a segunda leitura é uma passagem tirada do Novo Testamento, de uma das cartas (epístolas) dos Apóstolos. Nas celebrações semanais acontecem apenas duas leituras mais o salmo responsorial.
A HOMILIA: A homilia é uma parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto do Ordinário, levando em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes.
PROFISSÃO DE FÉ (CREDO): É a adesão dos fieis à Palavra de Deus ouvida nas leituras e na homilia. O Creio é um conjunto estruturado de artigos de fé, uma espécie de resumo da fé crista. Existem dois textos: um mais longo chamado niceno-constatinonopolitano, porque foi fruto dos concílios de Nicéia e Constantinopla. O outro, mais breve e mais utilizado de redação simples e popular, é conhecido como Símbolo dos Apóstolos. Assim, nós recordamos e professamos os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.
ORAÇÃO DOS FIÉIS (OU ORAÇÃO UNIVERSAL): Assim é chamada por incluir os grandes temas da oração cristã de pedido: pelas necessidades da igreja, pelos governantes, pela salvação do mundo, pelos oprimidos e pela comunidade local.
LITURGIA EUCARÍSTICA
APRESENTAÇÃO E PREPARAÇÃO DAS OFERENDAS: Os dons apresentados, pão, vinho e água são: “frutos da terra e do trabalho humano”, que vão se tornar o corpo e o sangue de Cristo. Desde os primeiros tempos da Igreja se costumava misturar um pouco de água com o vinho. Simboliza a incorporação (união) da humanidade a Jesus.            Nesse momento, a assembléia normalmente realiza a coleta do dinheiro e outros donativos e os leva em procissão até o altar, juntamente com o pão e o vinho. Esse gesto deve ser a expressão sincera de comunhão e solidariedade das pessoas que põem em comum o que possuem para partilhar, conforme a necessidade dos irmãos e para atender as necessidades da própria comunidade.                                    O presidente da celebração, após a apresentação das oferendas e incensação, quando houver, lava as mãos. A esse rito dá-se o nome de lavabo e tem finalidade simbólica. Exprime, para o sacerdote, o desejo de estar totalmente purificado antes de iniciar a oração eucarística, que é o ponto culminante de toda a celebração.
ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS: Depositadas as oferendas sobre o altar e terminados os ritos que as acompanham, conclui-se a preparação dos dons e prepara-se a Oração Eucarística com a oração sobre as oferendas.
ORAÇÃO EUCARÍSTICA
PREFÁCIO: É um canto de agradecimento e louvor a Deus por toda a obra da salvação ou por um de seus aspectos. Conclui-se com o canto do Santo.
INVOCAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO (EPICLESE): O padre estende as mãos sobre os dons e pede ao Pai que santifique as ofertas “derramando sobre elas o vosso Espírito a fim de que tornem para nós o Corpo e Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso” (Oração Eucarística II).
NARRATIVA DA INSTITUIÇÃO: O padre repete as palavras que Jesus pronunciou na última ceia, ao instituir a Eucaristia, ao oferecer o seu Corpo e Sangue sob as espécies de pão e vinho, e entregá-los aos apóstolos como comida e bebida dando-lhes a ordem de perpetuar este mistério.
OFERECIMENTO DA IGREJA E INOVAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO: a Igreja oferece ao Pai, em ação de graças “o pão da vida e o cálice da salvação” (Oração Eucarística II) e pede que “sejamos repletos do Espírito Santo e nos tornemos em Cristo um só corpo e um só espírito” (Oração Eucarística III).
INTERCESSÕES: Por meio delas se exprimem que a Eucaristia é celebrada em comunhão com toda a Igreja, tanto celeste como a terrestre, os santos, a Virgem Maria, os apóstolos e mártires, o papa, o bispo diocesano, e os demais bispos, ministros e todo o povo de Deus e, se recordam os irmãos e irmãs falecidos.
DOXOLOGIA: O sacerdote eleva o pão e o vinho consagrados, corpo e o sangue do Senhor, por quem sobe ao Pai, na unidade do Espírito Santo, o louvor de toda a humanidade, enquanto pronuncia as palavras Por Cristo, com Cristo e em Cristo...                                                           
RITOS DA COMUNHÃO
PAI-NOSSO: É uma oração de passagem para a comunhão. Ensinada por Jesus, esta oração resume os anseios mais profundos do ser humano, tanto em sua dimensão espiritual, quanto material.
GESTO DA PAZ: Segue-se o rito da paz no qual a Igreja implora a paz e a unidade para si mesma e para toda a família humana e os fiéis se exprimem à comunhão eclesial e a mútua caridade, antes de comungar do Sacramento. Mediante um aperto de mão ou abraço, expressamos nosso desejo da comunhão com os irmãos e irmãs e ao mesmo tempo incluímos um compromisso de lutar pela paz e a unidade no mundo inteiro. 
 FRAÇÃO DO PÃO: O sacerdote, reproduzindo a ação de Cristo na última ceia, partiu o pão em vários pedaços. Este gesto significa que muitos fiéis pela Comunhão no único pão da vida, que é o Cristo, morto e ressuscitado pela salvação do mundo, formam um só corpo (1Cor 10, 17). Durante a fração do pão, a assembléia canta ou recita Cordeiro de Deus. Ao partir o pão, o sacerdote coloca um pedacinho no cálice para significar a unidade do Corpo e do Sangue do Senhor na obra da salvação, ou seja, do Corpo vivente e glorioso de Cristo Jesus.
COMUNHÃO: É o momento em que cada membro da assembléia estabelece intima união com Jesus. Alimenta-se do corpo e do sangue do Senhor. Após a comunhão há um instante de silêncio, a fim de que cada comungante se entretenha no diálogo com Jesus.
ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Nela o sacerdote implora os frutos da celebração eucarística e o povo confirma, respondendo amém.
RITOS FINAIS
AVISOS: São importantes para alimentar a vida da comunidade. Se houver homenagens como aniversários, matrimoniais, festividades entre outros acontecem nesse momento.
BENÇÃO: saudação e bênção do sacerdote, que em certos dias e ocasiões é enriquecida e expressa pela oração sobre o povo, ou por outra fórmula mais solene.

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